Matemática

supermatematica.com.br

LOGIN   SENHA  INSCREVA-SE
Untitled Document Untitled Document
Untitled Document Untitled Document
Untitled Document Untitled Document

Matemático: paixão pelos números e atuação no mercado


O matemático pode atuar dando aulas, em empresas e indústrias e também em pesquisa. O gosto pelos números é fundamental para ser um bom profissional.



Luís Celso Jr. Londrina PR

A fama de ser difícil faz, muitas vezes, os vestibulandos nem cogitarem a pos­si­bilida­de de fazer uma graduação em Matemática. Essa ciência exige, sim, dedicação, persistência, criativi­dade e imaginação para resolver problemas, qualidades igualmente desejáveis no profissional da área. Mas não é nenhum bicho de sete cabeças e tudo se torna mais fácil quando existe o gosto pelos números.

Alguns chegam a falar em paixão. “Quem curte matemática não apenas gosta, adora. É uma ciência apaixonante, cheia de desafios”, explica a professora Maria Eugenia, coordenadora do curso da Uni­versidade Tuiuti do Paraná (UTP).
É o que acontece com Daniele Thoaldo, 28 anos, mestranda na área e professora de graduação e ensino fundamental. “Chego a deixar de sair sábado à noite para ficar estudando”, conta. Ela também diz que seu dia a dia é cheio, com atividades principalmente em casa, elaborando au­las. “Para que se tenha uma aula boa aula é necessário fazer uma boa pequisa, ver o que está acontecendo”, justifica.
Os licenciados têm pela frente um mercado carente de profissionais capacitados. Recentes políticas educacionais do governo têm como objetivo justamente estimular a formação de professores. “Sabemos que tem muito professor de outras áreas lecionando Matemática e Física. Por isso precisamos de mais gen­­te devidamente capacitada”, conta Maria Eugenia. Ainda de acordo com ela, os salários podem ser muito atrativos, principalmente em escolas particulares.

Outras formas de atuação

Além da licenciatura, o profissional po­­de se formar em bacharelado e atuar no ramos de pesquisas ou em empresas. Apesar de serem habilitações separadas, na prática há uma certa sobreposição de funções, conta o professor Manuel Barreda, coordenador do curso da Universidade Fe­­de­­ral do Paraná (UFPR). “Temos exem­­plos de licenciados que se dedicam à pesquisa e de bacharéis que atuam no ensino. Nas duas situações, há a necessidade de complementação, para cumprir as exigências de cada habilitação.”

Uma terceira forma de atuação é a pesquisa, que pode ser desenvolvida tanto na área de ensino, nas suas aplicações ou na forma pura da Matemática, investigando novas teorias e estendendo os resultados das já formuladas.


Ficha Técnica
Saiba mais sobre o curso e o mercado de trabalho
Onde estudar
Segundo o MEC, exitem 35 cursos de Matemática no Paraná. Além da UFPR e da UTP, a PUCPR e a Unibrasil oferecem o curso em Curitiba. No interior do Paraná, as estaduais UEL, UEM, Unicentro, Unioeste, UEPG e a UTFPR no campus Pato Branco também tâm a graduação.
Duração do curso
De três a cinco anos, conforme a habilitação e a instituição de ensino.
Mensalidade
Na UTP, o investimento é de R$ 478 por mês
Outros custos
Não há grandes custos extras. Os livros podem ser adquiridos, caso o aluno queira, ou consultados nas bibliotecas das instituições.
Mercado
Varia conforme a habilitação. Os licenciados são capacitados para dar aulas no ensino básico, já os bacharéis podem trabalhar em empresas e indústrias, propondo soluções para problemas práticos. O matemática também é um importante suporte para engenheiros e outros profissionais que lidam com cálculos, atuando em grandes empresas desses ramos. Além disso, podem atuar em pesquisas.
Salários
No Paraná, não há um referencial de salário para a atuação de bacharéis em matemática, dizem os professores consultados. Para os licenciados, valem os padrões de remuneração da rede de ensino em que estão inseridos. Na estadual , por exemplo, o piso é de R$ 737,95 para 20 horas semanais.